Buona Giornata

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Aqui no Arsenal chega o João, o Mané, o Tonhão...

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No dia 27 de maio, no Arsenal da Esperança, foram entregues os certificados dos Cursos de Capacitação Profissional a 32 acolhidos da casa (dos 57 que se formaram neste último trimestre). Mais uma vez parabenizamos e agradecemos a todos, de maneira especial os professores, a equipe de Serviço Social e os nossos parceiros: SENAI e GRSA que trabalham conosco para oferecer a muitos uma nova esperança!

Estes são os agradecimentos dos alunos da Professora Ana Rosa (foto), da Construção Civil:

Aqui no Arsenal chega o João, o Mané, o Tonhão, quase sem educação e procurando um teto e um pedaço de pão. Aqui então encontram combatentes cheios de compreensão, dedicação e um trabalho de primeira mão cheio de atenção que não descansa até verem este cidadão se tornar o Sr. João, o Sr. Manoel e o Sr. Antônio, dignos de uma profissão. Obrigado Jesus por este povo bom!

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Como nasceu a bandeira da “PACE”?

clique para ampliarNeste período, com o lançamento da iniciativa 50 PONTOS DE PAZ, a bandeira da paz do SERMIG - Fraternidade da Esperança foi mais uma vez um símbolo que uniu pessoas diferentes por um único ideal: o de construir a paz. Muitas pessoas, vendo pela primeira vez essa bandeira, perguntam: o que significa a palavra PACE? De onde vem essa bandeira? Eis uma breve resposta...

“[...] Eu a havia idealizado alguns anos antes a pedido de Ernesto. Eu já tinha me esforçado muito à procura de uma ideia que não fosse banal, e de repente tudo me pareceu muito simples. Bastava unir todas as bandeiras do mundo em um único abraço festivo e fazê-las sustentar, acariciar e proteger a palavra ‘PAZ’ [em italiano, PACE]. A escrita é em azul e em italiano, para recordar que ela nasceu na Itália, no arsenal de guerra de Turim transformado pelo SERMIG em Arsenal da Paz”.

clique para ampliarEssas são palavras de Piero Reinerio, publicitário do Studio Armando Testa, que criou, a pedido de Ernesto Olivero, a bandeira da paz que é usada até hoje pelo SERMIG - Fraternidade da Esperança.

A ideia surgiu quando se aproximava a virada do milênio. O SERMIG decidiu olhar para o ano 2000 como uma possibilidade verdadeira de mais justiça e mais solidariedade. Ernesto Olivero pediu ajuda à agência de publicidade Studio Armando Testa para criar uma bandeira que expressasse esse desejo. Piero Reinerio ainda diz: “Todas as bandeiras do mundo se unem para formar um único brasão que grita a paz. Mais do que isso, são as diferentes bandeiras que plasmam, que alimentam, que protegem essa escrita que nos fala de utopia, de paz realmente”.

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50 PONTOS DE PAZ espalhados pela cidade...

Arsenale della Speranza. 50 pontos de pazNo dia 24 de maio de 2014, o SERMIG (a comunidade que fundou e que habita o Arsenal da Esperança) completou 50 anos de existência. Os Arsenais da Itália, do Brasil e da Jordânia se prepararam por vários meses para comemorar essa data. Nós, aqui de São Paulo, decidimos festejar de uma forma especial: celebrando e envolvendo os outros!

Foi por isso que, no dia 17 de maio, lançamos a iniciativa 50 PONTOS DE PAZ! Estavam presentes Dom Milton Kenan (Bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, responsável pela região Brasilândia), Mauro Marsili (Cônsul-geral da Itália em São Paulo) e Ernesto Olivero (fundador do SERMIG - Fraternidade da Esperança).

Arsenale della Speranza. 50 pontos de pazA cada dia mais e mais notícias de violência chegam a nós. Por trás delas, se escondem todos os casos de violência não noticiados, mas que não são menos graves só porque acontecem no silêncio. Dentro de uma sociedade tão violenta, cada um de nós é refém, vítima e, infelizmente, também potencial agressor: prova disso são as histórias de justiça com as próprias mãos das quais ouvimos falar cada dia mais.

Desde o seu início, o SERMIG - Fraternidade da Esperança sentiu que responder na mesma moeda não era a solução. Muito pelo contrário: para interromper o ciclo da agressividade e das injustiças, era necessário dar a resposta oposta. Ao mal se responde com o bem, à violência se responde com a paz. Acreditamos na profecia de Isaías 2,4, que diz que chegará o dia em que as armas serão transformadas em instrumentos de trabalho. Tentar nos treinar a todo instante para responder sempre ao mal com o bem se tornou parte do nosso dia a dia.

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CONTA COMIGO 2014: “Eu me desarmo”

clique para ampliar"EU ME DESARMO". Foi a frase repetida pelos quase 330 jovens que participaram do Conta Comigo 2014 (17/05), ao se levantarem e depositarem aos pés da imagem do muro com a escrita “A bondade desarma” as armas feitas de papelão com as quais estavam brincando até minutos antes. Eles entenderam que aquilo não era uma simples brincadeira: o instinto da defesa e da guerra está dentro de nós, e precisamos estar muito bem treinados para não deixá-lo sair fazendo estragos por aí.

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Mais do que isso:
precisamos largar as nossas armas para ter as mãos livres para trabalhar, precisamos transformar as armas que temos dentro de nós em força para transformar o mundo.

A profecia de Isaías 2,4b ‒ “De suas espadas eles fabricarão enxadas, e de suas lanças farão foices. Nenhuma nação pegará em armas contra outra, e ninguém mais vai se treinar para a guerra” ‒ não é uma utopia. É uma orientação de como devemos agir já, nas nossas vidas, todos os dias.

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5º Encontro CONTA COMIGO - 17 de maio de 2014

As atividades, as reflexões e o tema da 5ª edição do Encontro CONTA COMIGO - “PRONTOS PARA REINVENTAR A PAZ” - servirão como “treinamento” para uma iniciativa de alcance ainda maior, chamada “50 PONTOS DE PAZ”, que acontecerá no dia 24 de maio de 2014.
Em um tempo em que a violência corre solta pelas ruas e em que o Brasil está precisando de uma pacificação dos corações, precisamos de mais pessoas e, sobretudo, de mais jovens, comprometidos para REINVENTAR A PAZ.


“REINVENTAR a maneira de resolver os conflitos sem violência, ódio e vingança; REINVENTAR uma forma de viver a solidariedade, para que todos possam viver dignamente, eliminando as injustiças e as discriminações; REINVENTAR meios para que as pessoas não engrossem o exército do crime e do tráfico; REINVENTAR um pacto com a consciência, que nos leve a ser estudantes bons, professores bons, religiosos bons, políticos bons, gestores bons, trabalhadores bons; REINVENTAR possibilidades e argumentos que convençam todos que as drogas são um mal e que podemos dizer um não definitivo a elas...” (Texto extraído da “Mensagem 50 PONTOS DE PAZ”)

Gostaríamos que você participasse desse Encontro, juntos aos jovens de muitos outros colégios e grupos PRONTOS PARA REINVENTAR A PAZ. Sabemos que muito daquilo que você faz já é um gesto de paz, e por isso mesmo contamos com a tua presença. Só podemos REINVENTAR A PAZ se estivermos unidos!

PÚBLICO-ALVO: Jovens de qualquer proveniência (escolas, paróquias, grupos de jovens, centros culturais...), a partir de 14 anos de idade.

08h30 - ACOLHIDA
Local: Rua Dr. Almeida Lima nº 900 - Mooca (Metrô Bresser Mooca).

09h30 - TRANSFORMANDO ARMAS EM INSTRUMENTOS DE PAZ
- Breve apresentação dos participantes;
- Intervenções com vídeos e depoimentos de acolhidos e voluntários do Arsenal;
- Divisão em grupos.

10h00 - UMA “PROFECIA” EM AÇÃO
Realização de atividades internas e externas ao Arsenal, para levar a paz no âmbito concreto da vida de todos.

12h00 - QUER A PAZ? SEJA UM PONTO!
Partilha final na qual serão mostradas as ações de todos e, sobretudo, será reforçada a ideia de que podemos construir a PAZ no local onde estivermos, pois a PAZ depende de nós, de você!

13h00 - ENCERRAMENTO e convite para participar da iniciativa 50 PONTOS DE PAZ.

50 PONTOS DE PAZ: seja um PONTO DE PAZ!

No dia 24 DE MAIO, o Arsenal da Esperança comemorará 50 ANOS DE SERMIG (a comunidade que fundou e habita o Arsenal da Esperança) e realizará a iniciativa “50 PONTOS DE PAZ”, convidando todos os amigos a ser um “PONTO DE PAZ”.

A celebração consiste em convidar todos os colaboradores, parceiros e novos amigos da associação a desenvolver uma ação, em qualquer ponto da cidade, do Estado e (por que não?) do mundo, que promova a paz, a justiça e a solidariedade.

Ao longo de todo o dia 24 DE MAIO centenas de voluntários de diferentes grupos, colégios, associações, estarão comprometidos com a “construção” desses 50 PONTOS DE PAZ, oferecendo caminhadas pela paz; campanhas de arrecadação de alimentos, roupas, medicamentos; apresentações teatrais; shows e saraus; momentos de oração e outros eventos que estimulem a cultura da paz.

Confira aqui o mapa com a localização e a programação dos PONTOS DE PAZ e organize você também o seu PONTO DE PAZ!

Agenda:

SÁBADO, 17 DE MAIO, 15h (no Arsenal da Esperança)

Lançamento da iniciativa 50 PONTOS DE PAZ com a presença do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo e de Ernesto Olivero, Fundador do SERMIG - Fraternidade da Esperança. Esse momento será a oportunidade para falar dos 50 anos de SERMIG e para apresentar a mensagem de PAZ (folder) que será divulgada pela cidade.

Estarão presentes também os representantes dos 50 PONTOS DE PAZ. Os 50 amigos, prontos para tudo pela paz e pelo diálogo, receberão, pelas mãos de Dom Odilo e de Ernesto Olivero, a Bandeira da Paz e o logo da iniciativa que serão colocados em cada PONTO DE PAZ.

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SÁBADO, 24 DE MAIO


Dia dos PONTOS DE PAZ: grupos de jovens, escolas, colégios, organismos pastorais, congregações religiosas, movimentos, paróquias, Igrejas cristãs, além de amigos, acolhidos, voluntários, colaboradores e parceiros do Arsenal da Esperança serão distribuídos em 50 (ou mais) PONTOS DE PAZ na cidade de São Paulo.


Queridos(as) amigos(as),

No ano em que comemoramos o nosso cinquentenário, gostaríamos de celebrar essa festa celebrando os outros e promovendo a paz.

Ao longo destes 50 anos, realizamos 2.900 projetos de desenvolvimento em 100 países do mundo, promovemos 77 ações de paz em muitos lugares do mundo onde a guerra e a miséria ofenderam o homem. Nos três Arsenais – da Itália, do Brasil e da Jordânia – oferecemos, entre outros serviços, 13 milhões de noites de hospitalidade e mais de 20 milhões de refeições. Não fizemos isso sozinhos, mas graças a Deus e à colaboração de todos aqueles – pessoas e instituições – que nos ajudaram.

Para celebrar essa história, no dia 24 DE MAIO realizaremos a iniciativa “50 PONTOS DE PAZ”. Em um tempo em que a violência corre solta pelas ruas e em que o Brasil está precisando de uma pacificação dos corações, precisamos de mais pessoas comprometidas a REINVENTAR A PAZ. Gostaríamos que a sua família ou o seu grupo participasse dessa iniciativa, promovendo uma ação de paz, justiça e solidariedade ou simplesmente distribuindo o panfleto – com o tema “PRONTOS PARA REINVENTAR A PAZ” – que será disponibilizado pelo Arsenal da Esperança.

Sabemos que muito daquilo que você(s) faz(em) já é um gesto de paz, e por isso mesmo contamos com a sua participação. Só podemos REINVENTAR A PAZ se estivermos unidos!

Aqui vocês encontrarão mais informações.

SERMIG – Fraternidade da Esperança

Evento: 50 PONTOS DE PAZ
Tema: PRONTOS PARA REINVENTAR A PAZ
Data: 24/05 (ou na semana de 19 a 23 de maio)
Organização: SERMIG - Fraternidade da Esperança / ARSENAL DA ESPERANÇA
Local: no seu prédio, no seu bairro, na sua comunidade, no seu colégio, na sua associação...
Contato: Tel/Fax: (11) 2292-0977 / Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

50 PONTOS DE PAZ. Eu apoio. E você?

clique para ampliarPor que 50? Porque em 2014 o SERMIG – a Fraternidade que fundou e que habita o Arsenal da Esperança – comemora os seus 50 anos de existência.
Por que PONTOS? Porque um ponto é uma coisa pequena, mas muitos pontos interligados podem formar uma coisa enorme.
Por que PAZ? Essa é a pergunta que queremos que você responda. Por que a paz é importante para você? Por que você quer estar pronto para construir a paz? Por que você quer participar dessa iniciativa? Cada resposta pode motivar mais pessoas a participar. Cada resposta pode já ajudar a construir a paz!


clique para ampliarQueridos amigos,
Enquanto o Arsenal de São Paulo se prepara para a iniciativa 50 PONTOS DE PAZ, o Arsenal de Turim se prepara para o 4° Encontro Mundial dos Jovens da Paz, que acontecerá no dia 4 de outubro em Nápoles. Lá, será finalmente lançada a Carta à Consciência, sobre a qual o Ernesto Olivero fala há muito tempo. O processo para escolher a cidade desse encontro foi longo. Quando fomos convidados a fazê-lo na cidade de Nápoles, durante o nosso tempo de discernimento, enquanto o Ernesto nos pedia insistentemente para rezarmos muito a fim de que conseguíssemos compreender a vontade de Deus, muitas pessoas manifestaram apreensão.


clique para ampliarOuvi dizer que, em Nápoles, para que alguma coisa dê certo, muitas vezes é preciso “molhar a mão” de alguém. Que lá os comerciantes vivem com medo, pois frequentemente aparecem pessoas cobrando-lhes dinheiro e, se eles se recusam a dar, coisas ruins podem acontecer a eles ou às suas famílias. Que a sua segurança e o seu grau de influência na comunidade dependem de quem você conhece. Que todo mundo sabe quem são as pessoas que fazem as coisas ruins acontecerem, mas mesmo assim elas continuam tendo o poder de fazer essas coisas acontecerem. Que é dificilíssimo saber quem é realmente bom, porque até entre aqueles que deveriam ser os principais exemplos da sociedade estão infiltrados os que contribuem para que o mal prevaleça. O pior de tudo: ouvi dizer que a maioria esmagadora do dinheiro que sustenta essa rede de maldade vem dos bolsos das pessoas que compram a droga.

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CF 2014: O SAMARITANO conhecia a HOSPEDARIA...

clique para ampliarQuando se fala do tráfico humano que atinge os migrantes de nosso tempo, uma das primeiras imagens que nos vêm à mente é aquela dos milhares de africanos que, fugindo da miséria, ou de regimes sanguinários, arriscam-se em viagens organizadas por traficantes de mercadoria humana que não possuem nenhuma preocupação humanitária. O único valor que sabem reconhecer é aquele do dinheiro: se porventura alguém perde a vida, isso não é problema deles.




clique para ampliarAs imagens de verdadeiras carretas do mar, velhos pesqueiros que não teriam nem mais condições de navegar, abarrotados de homens, mulheres e crianças, são normais nos noticiários dos países europeus banhados pelo mar Mediterrâneo: cenário de uma verdadeira sucessão de massacres de pessoas inocentes, de vítimas da pobreza, do desespero e de um tráfico criminoso que não tem pena de ninguém. É impressionante quantas embarcações acabam chegando à costa italiana, porta de entrada da Europa.

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CF 2014: Justiça ou amor? Agora é conosco...

clique para ampliarTalvez seja verdadeiramente difícil falar sobre a exploração sexual, mas esse foi o tema do nosso último encontro de oração terça-feira passada, 25 de março, no Arsenal da Esperança(foto). Milhões de crianças, meninos e meninas, mulheres e homens são inseridos em uma rede perversa que engana, vende, explora, abusa até que essas pessoas produzam lucro para que depois sejam descartadas definitivamente, como um objeto que não presta mais. Tudo isso acontece, ainda que no escuro, no meio de nós.



clique para ampliarA CAMPAMNHA DA FRATERNIDADE desse ano nos estimula a enfrentar esses problemas e a contribuir para mudar as coisas. Um risco que sempre corremos nesses casos é o de apontar o dedo contra os culpados, ou contra o sistema corrupto e desonesto denunciando as violações dos direitos humanos, visando leis mais atentas e modernas e punições mais severas. Tudo isso é justo, mas não podemos nos esquecer de que esses crimes não acontecem em um mundo separado, mas sim neste mesmo em que nós vivemos.
Denunciar é preciso, condenar é preciso, mas não podemos deixar de lado atitudes cristãs que podem aquecer o coração e a consciência daquele que perdeu o rumo, podem acolher sem julgar e que também podem dar uma possibilidade para quem precisa ser resgatado, protegido, libertado.

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Três meses no Arsenal da Esperança...

clique para ampliarEm 2010, quase por um acaso, passando perto do Memorial do Imigrante de São Paulo, o histórico museu da imigração na capital paulista, descobri os prédios do Arsenal da Esperança.

Sem conhecer a instituição, procurei algumas informações, assim como eu havia feito com outras instituições brasileiras. Foi assim que fiquei sabendo do SERMIG de Turim, dos outros Arsenais no mundo e da aventura de Ernesto Olivero.


clique para ampliarEstamos em 2013, mais uma vez viajo, vou a São Paulo para me encontrar com Cyntia, a minha namorada. Ao planejar mais essa viagem, desejava aproveitar meu tempo também em função do próximo, dedicando um pouco das minhas energias aos últimos. Para dizer a verdade, pois as coisas não nascem do nada, há meses eu estava refletindo sobre essa passagem da Palavra "... tive fome e me destes de comer... Tive sede...” e assim por diante. Para compreender, é preciso viver as palavras.

Da Itália, após os primeiros contatos com Simone, um missionário do SERMIG em São Paulo, em dezembro do mesmo ano, cruzei o portão do Arsenal da Esperança, no histórico bairro da Mooca.

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CF 2014: Eu quero ver o mundo... Mudar!

clique para ampliarO cristão não pode ser banal, superficial, caminhar pelo mundo sem prestar atenção. Temos de aprender o quanto antes a não cair nessa fácil tentação.
Às vezes, somos simplesmente distraídos; outras vezes preferimos dar atenção apenas às coisas que fazem parte da nossa agenda; outras ainda, preferimos mesmo evitar de enxergar os problemas do mundo e os seus acontecimentos para não comprometer a nossa tranquilidade e segurança conquistadas com tanto trabalho.



clique para ampliarA vida não é fácil para ninguém. Todos lutamos, cada um com as possibilidades e os instrumentos que possui e com a liberdade de fazer escolhas, de trilhar os caminhos que mais acha corretos para ter uma vida digna... Mas a CAMPANHA DA FRATERNIDADE deste ano nos obriga a sair da superfície para mergulhar num mundo escondido, feito de invisíveis, um mundo que gostaríamos de manter na obscuridade, porque é pesado e, muitas vezes, cruel! A CAMPANHA DA FRATERNIDADE está dizendo que os escravos, e tantos serviços e produtos que existem, devido à exploração das pessoas, estão no meio de nós.

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CF 2014: “O que temos a ver com esse tráfico?”

clique para ampliarLembrar que tudo vem de Deus e que tudo tem que voltar a Ele é o centro da nossa fé como cristãos. Somos criaturas e precisamos continuamente de conversão.
De qualquer conversão?
Não, daquela que acredita profundamente na promessa do Evangelho.
Quando na missa de quarta-feira de cinzas recebemos as cinzas, voltamos o nosso olhar à nossa vida, começamos uma revisão, um “escavar” o nosso ser cristãos e o nosso ser comunidade que, ainda que precise ser feito todos os dias, tem no Tempo de Quaresma o seu momento mais propício.

A comunidade do Arsenal e a comunidade da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários há vários anos celebram juntas essa etapa importante da caminhada da Igreja rumo à Páscoa. Sentimo-nos Igreja que quer caminhar seguindo as indicações do Evangelho. Nada mais que isso. Somos cristãos que querem ser o sal da sociedade e que por isso não têm medo de se reconhecer pequenos frente a Deus, mas que ao mesmo tempo denunciam o que não funciona e são sinal de mudança, não somente com as palavras, mas com uma vida vivida plenamente em Deus. Esse é o caminho que queremos percorrer nesta quaresma para depois ressuscitarmos com Jesus na Santa Páscoa. Este é o nosso destino: a ressurreição.

clique para ampliarNesse contexto se insere, neste comecinho de quaresma, também a reflexão da Campanha da Fraternidade, que em 2014 é sobre o tráfico humano. Podemos pensar: “O que temos a ver com esse tráfico?”. Mesmo parecendo à primeira vista um tema que não nos atinge, se abrirmos bem os olhos e a mente perceberemos que ele está muito presente na nossa vida. Na verdade, as pessoas escravizadas ou semiescravizadas estão presentes nas nossas ruas, nos nossos bairros. Nós as encontramos todos os dias, adquirimos mercadorias e produtos tão baratos que está na cara que são produzidos por elas – sem falar nos produtos não tão baratos cuja procedência não podemos confirmar. Conhecemos pessoas vítimas da droga e da prostituição. Muitas são invisíveis, não podem sair das próprias fábricas clandestinas, dos bordéis escuros; outras são anônimas constrangidas em tráficos ilegais. Na homilia da quarta-feira de cinzas, o Padre Marcelo deixou bem claro: “Essas pessoas não estão longe de nós, é só olhar nas nossas ruas!”.

clique para ampliarTambém a Fraternidade do Arsenal quer discutir sobra o tema da Campanha. Muitos dos nossos acolhidos são vítimas que se libertaram da escravidão, de situações às quais eram obrigados ou constrangidos.
Muitos se libertaram para sempre, outros só por um tempo. Nos encontros de oração das terças-feiras procuraremos orar principalmente por eles, escutaremos testemunhos, conversaremos com amigos e convidados.
Não queremos falar de coisas teóricas; queremos dar visibilidade a quem é invisível, e passar a seguinte mensagem (simbolizada, no nosso cartaz, pelo labirinto onde todos chegam à liberdade): todos nós – todos mesmo! – somos “feitos para ser livres”! Os nossos encontros não vão resolver de uma vez o problema do tráfico humano, nem fazer que todos os traficantes de pessoas se convertam de uma vez...
Mas com certeza espalharemos um pouco de luz em nossa vida e na daqueles que nos conhecem.

Não quero ser um herói

clique para ampliarEm entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera” publicada nesta quarta-feira (5/3), o Papa Francisco afirmou que quando o descrevem como uma espécie de super-homem lhe parece ofensivo. “Eu gosto de estar com as pessoas, junto com os que sofrem, ir às paróquias. Eu não gosto das interpretações ideológicas, uma certa mitologia do papa Francisco. Quando dizem, por exemplo, que saio à noite para alimentar as pessoas que estão na rua. Nunca me veio à mente. O Papa é um homem que ri, chora, dorme e tem amigos, como todos. Uma pessoa normal.”

Que bonito! Uma pessoa normal pode fazer coisas grandes, mas tem que deixar a esperança entrar na própria vida...

Uma pessoa normal...

clique para ampliar Não quero ser um herói, considerado como alguém que faz coisas especiais; não tenho mais coragem do que a da maioria das pessoas que conheço. Quem me enxerga corajoso ou fora do comum porque eu deixei um mundo melhor ou porque escolhi renunciar a construir uma família minha não somente está errado como também elimina a própria possibilidade de dizer o mesmo sim que nós da Fraternidade da Esperança dizemos todos os dias com a nossa vida. Nada de coragem de super-homem, mas uma escolha lógica de quem aceitou deixar a esperança entrar na própria vida, de quem respondeu a um chamado para que algo de bom acontecesse na vida de muitos. Trata-se simplesmente de amor.

clique para ampliarHoje um jornalista italiano me perguntou: "De que forma você amadureceu a sua consagração a Deus?". Respondi que foi uma descoberta lenta e cada vez mais clara desde que conheci a pertença à minha Fraternidade, a Fraternidade da Esperança. Na verdade foi a Giovanna, a minha sempre amiga, que me deu a chave de leitura: os Arsenais precisam de pessoas que doem a vida plenamente para serem casas que dão vida e esperança a muitos. Era verdade! É a doação de algo importante de você mesmo que faz a diferença. É o ir além do que parece humano que faz do cristão uma novidade na comunidade. Os Arsenais não são os seus muros, as suas atividades e os pobres que acolhem, mas são as Fraternidades que vivem neles e toda a comunidade que gira ao seu redor e que, juntas, permitem que aconteçam os milagres de acolhimento, de partilha e de paz que estamos acostumados a vivenciar todos os dias há cinquenta anos.

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A PRAÇA toma as ruas... Do Bresser

clique para ampliarNão queremos falar apenas do primeiro BATUCA-BRESSER porque isso já passou... Mas aqui estamos nós, já prontos para o segundo BATUCA-BRESSER! Não acreditam? Perguntem a quem, no último sábado (1º de março de 2014) batucou na Rua Visconde de Parnaíba, na Frei Gaspar e na Almeida Lima. Ou para quem nos viu passar pelas ruas... Se por um segundo não pensaram em participar. Perguntem às crianças, que brigaram com seus pais para que pudessem estar presentes. Perguntem aos meninos e meninas com dificuldades físicas e psíquicas (que chamamos de especiais por serem realmente amados de maneira especial) que vieram homenagear o nosso empenho de tantos dias. Podem até perguntar aos funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que nos olhavam com olhos limpos. Pude ler nos pensamentos deles: “Quantos grupos já ajudamos a desfilar, mas olha que coisa simples e bonita!”

Vimos, pela primeira vez, o sorriso da mulher que há anos dorme na calçada da Rua Ipanema. Perguntou-nos ela: “Posso ir também?”. “Claro!”, respondemos. Havia muito tempo que não ficava tão bem assim com alguém e, portanto, podem perguntar também a ela. Perguntem ainda às centenas de amigos e amigas que não puderam batucar com a gente: “Estou aqui, mas o meu coração está batendo com vocês!” Aposto que todos esses já anseiam pelo segundo BATUCA-BRESSER.

clique para ampliarE sim, já estamos sonhando com as marchinhas que realizaremos o ano que vem. Já visualizamos um bloco de rua genuíno, singelo, feito para todos participarem, para todos serem acolhidos como o nosso bairro nos ensina. Um bloco onde não é importante a folia, o perder-se completamente, a cerveja e o exibicionismo, mas tão somente o verdadeiro estar juntos. Queremos um bloco onde ninguém seja excluído por estar doente, ou por ser pequeno demais, velho demais, ou porque não nasceu neste bairro. Desejamos um bloco acolhedor, onde aqueles que estão passando por um momento difícil possam passar instantes de descontração e que aqueles que sempre foram excluídos possam fazer parte.
O carnaval é isso: lançar-se à alegria, à batucada, à força da música para exorcizar por um momento o mundo real sem fugir dele completamente. Afinal, todos sabemos que depois da batucada, dos confetes jogados em nossos cabelos e dos gritos lançados ao ar, tudo volta a ser como era antes; e para todos nunca é fácil voltar para a realidade. Que tal lançar uma ideia no Carnaval para que, a partir dele, possamos começar a enfrentar juntos, e com alegria, os problemas de nosso bairro? Sem nenhuma outra intenção a não ser para que todos possamos viver melhor.

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Por favor, roubem o nosso segredo...

clique para ampliarA "restituição" è a nossa forma de financiamento. Cada obra e cada serviço aos mais pobres é fruto da nossa restituição e da de tantos amigos que nos querem bem...

Parecer diferente, particular ou único é simples e pode ser até barato. Pode-se escolher usar uma roupa chamativa, uma maquiagem marcante; há quem escolha pintar o cabelo, quem treine na academia, quem faça do próprio corpo uma tela para artistas diferentes, usando a pele para exibir tatuagens. Existem inúmeras formas de enfeitar ou de modificar o próprio corpo para parecer, sem sombra de dúvida, único. Mas parecer nem sempre é ser. Ser é diferente, ser de verdade é algo que se aprende no dia a dia, junto com quem está ao nosso lado, olhando olho no olho, confiando. clique para ampliar


Desde que entramos no primeiro Arsenal de Turim, em 1983
, nos encontramos em uma situação particular: a desproporção. Um pequeno grupo de jovens sem dinheiro no bolso – e naturalmente nem no banco – conseguiu uma façanha: convencer as instituições da cidade de Turim e da Itália a lhe ceder o prédio mais antigo da fábrica de armas do bairro de Porta Palazzo.
O sonho era o de transformar o mundo em um lugar de paz, partindo de um lugar que foi de guerra. Mas com qual dinheiro esses jovens idealistas iriam reformar aqueles muros que estavam caindo aos pedaços?
Era necessária uma estratégia ao mesmo tempo eficiente, honesta e profundamente cristã.

Continuar... Por favor, roubem o nosso segredo...

 

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