Ziza Fernandes conta como surgiu a ideia do musical "Arsenal - As armas de Paz"...

A cantora Ziza Fernandes e seus alunos contam a história do SERMIG e dos Arsenais... Em São Paulo, São José dos Campos e Rio de Janeiro. 

Ziza Fernandes já alguns anos coordena um projeto da Oficina Viva Produções, o CEV – que tem como objetivo oferecer formação humana e musical a cantores (ou não) em todo o Brasil. Todos os anos o curso finaliza com a produção de um musical, tendo a participação ativa e criativa dos alunos.


Como nasceu a ideia deste musical? 
Certo dia, Rafael, assessor de imprensa da Diocese de São Paulo, me disse: Eu preciso falar com você. Ele já tinha assistido alguns dos meus musicais e me disse: Dom Devair, vigário episcopal para a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, acaba de voltar de Roma e gostaria de fazer um musical sobre a misericórdia. Ele me disse para falar com você... 

O Rafael me mostrou alguns vídeos que contam diferentes realidades sociais atuantes na Arquidiocese de São Paulo. Ele me apresentou sete vídeos, sendo que o sexto foi sobre o Arsenal da Esperança... Eu me lembro que quando o vi, exclamei: É isso! Eu quero saber mais sobre este lugar! Pedi a ele para não dizer nada à nossa roteirista, Maria Helena Alvim e à diretora musical Janaina Pavani. Ele mostrou os mesmos vídeos e quando chegou no sexto, elas também levantaram as mãos e disseram: Pare, é isso!

No início do ano fomos visitar o Arsenal da Esperança e depois começamos a estudar a história do SERMIG, lendo tudo o que podíamos de Ernesto Olivero e do seu grande amigo brasileiro, Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida. Então, em julho, eu estava na Itália, em Turim, e ai eu tive a oportunidade de visitar o Arsenal da Paz e de conhecer Ernesto pessoalmente. Para mim, foi uma experiência maravilhosa! Em Turim também conheci Maria, esposa de Ernesto, Rosanna, a primeira consagrada do SERMIG e muitos outros protagonistas daquela casa da misericórdia, como Mauro Tabasso e Marco Maccarelli, do Laboratório del Suono, que agora estão nos ajudando nos arranjos musicais do show.

Como foi trabalhar neste projeto?

Desde janeiro, posso dizer que nossa vida foi virada do avesso: tentar descobrir como contar uma história tão incrível, cheia de encontros, de significados... em um musical de uma hora e vinte é um desafio enorme! A experiência que estamos vivendo ao longo do caminho é sem dúvida maior e mais forte do que podemos encenar.

Durante este período estive várias vezes no Arsenal da Esperança... A impressão que tenho é que ainda não consegui digerir tudo isso, porque é um lugar onde eu vi a misericórdia de uma forma clara, prática, real, concreta...

O que você espera deste musical?

Acredito profundamente que a equipe da Oficina Viva, somando forças com o Arsenal, será capaz, através deste musical, de ajudar a manter acesa a chama da misericórdia, também depois do Ano Santo. Certamente, o musical vai ser um instrumento precioso para lançar uma luz, mais forte, sobre a bondade e e a misericórdia que acontecem lá, naqueles metros quadrados em São Paulo, de modo que este trabalho seja conhecido no Brasil e, por que não, no mundo inteiro.

Por Simone Bernardi
Texto original em italiano:  http://zip.net/bwtvMk

Tradução para o português: Erika Pinati.

O espetáculo terá apresentações no Rio de Janeiro (6/11), em São José dos Campos (12/11) e São Paulo (15/11). Ingressos à venda: http://www.aloingressos.com.br 

“Arsenal – as armas da Paz” se inspira na história de uma fábrica de armas transformada em um “Arsenal da Paz”. Uma história real que começou em 1964 com o sonho dos jovens Ernesto e Maria Olivero, que, em Turim, na Itália, com seus amigos, fundaram o SERMIG (Serviço Missionário Jovens), decididos a combater a fome no mundo com obras de justiça e de desenvolvimento.

Com o tempo, o grupo se transformou em Fraternidade da Esperança, uma comunidade de jovens, famílias, monges, monjas e sacerdotes que desejam ser sinal de esperança e que se dedicam ao serviço aos pobres e a despertar a consciência dos jovens.

Em 2 de agosto de 1983, depois de quase 20 anos de esforços a favor da paz nos 5 continentes, o SERMIG encontrou uma casa justamente no arsenal militar de Turim que, depois de forjar as armas italianas durante as duas guerras mundiais, estava em ruínas. O trabalho gratuito de milhares de pessoas conseguiu transformar aquele lugar em um “mosteiro metropolitano”, aberto 24 horas por dia a pessoas precisando de cuidados, de casa, de trabalho, de silêncio e de Deus.


Em 1996, a amizade entre Ernesto Olivero e Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida levou esse sonho também ao Brasil, a São Paulo, onde nasceu o Arsenal da Esperança, que em 20 anos de funcionamento acolheu mais de 53 mil pessoas em dificuldade.

 

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