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De Puerto Rico para o Brasil para fazer o bem...



Lorraine, Nicole e Alizmarí vieram ao Brasil por causa de um projeto chamado “Verano Misionero”
promovido pelas Obras Misionales Pontificias (POM) de Porto Rico. Na semana passada, acompanhadas por Cida e Camila, da Juventude Espiritana Missionária (JEM), as três jovens porto-riquenhas compartilharam dois dias (21 e 22) de Arsenal da Esperança: visitaram os espaços da casa, conheceram um pouco da espiritualidade da Fraternidade da Esperança e participaram de uma Ação do Projeto Floresta que Cresce, junto aos acolhidos e a outros voluntários do Arsenal. Eis algumas de suas impressões...


Lorraine: "De tudo o que eu vi hoje, quero destacar duas coisas: a primeira é que aqui as pessoas são tratadas com dignidade. Acho que isso é fundamental porque faz tudo mudar: para que uma pessoa possa ser capaz de fazer algo, é importante que veja o outro fazendo. E depois me marcou muito a Ação com o grupo do Floresta que Cresce: não ouvimos um longo discurso – pois muita teoria fica apenas na teoria: foi falado o necessário e fomos para a ação. Acredito que as pessoas se sentem satisfeitas quando fazem algo, quando aprendem fazendo..."

Cida: "Sim, eu também percebi como não houve grandes pregações, nós fomos lá e fizemos o que tinha que ser feito. Nós não falamos muito de Deus durante o nosso trabalho, mas eu o senti o tempo todo. A atividade que realizamos na Horta das Flores não foi só um momento para carregar bloquinhos, e sim um tempo em que partilhamos a alegria e o respeito com todos".


Alizmarí: "Quando, durante a Ação, começamos a fazer uma corrente para passar os bloquinhos de cimento, os acolhidos se uniram a nós e depois começamos a cantar e um deles começou a cantar também... Eu percebi o respeito que eles têm um com o outro e com a gente".

Nicole: "Foi interessante estar perto dos acolhidos e ver a forma como são envolvidos para que se sintam parte do meio, mostrando a importância do que é feito para eles e para o outro. É isso que nos dá a verdadeira felicidade. Gostei muito do projeto Floresta que Cresce, porque poderei colocar uma pequena árvore também em Porto Rico, e gostei da história do Arsenal da Esperança".

Camila: "Vejo a história do Arsenal como uma inspiração, pois toda essa aventura começou com dois jovens que transformaram um gesto pequeno em um gesto grande. Não precisei conhecê-los para acreditar em tudo, escutei a história e vi o exemplo das pessoas. Quando juntamos a inspiração e a bondade percebemos que podemos acreditar na humanidade, acreditar que eu sou capaz e que o outro também é capaz".


Cida: "No momento da partilha depois da ação o Marco – missionário da Fraternidade – falou algo que me tocou: ‘Agora, depois de fazer essa ação, estamos felizes, mas se vocês soubessem que nós carregaríamos dois mil bloquinhos de cimento é bem provável que teriam ido embora e não teriam tentado... Nós pensamos assim, temos tantas feridas que não acreditamos mais na possibilidade de fazer algo para mudar o mundo. Mas nós hoje fizemos isso e o fizemos cantando e brincando e percebemos que podemos fazer isso em qualquer lugar: em casa, no trabalho, na escola... e só acreditar e começar. É triste ver como hoje muitíssimas pessoas, de maneira particular a juventude, estão descrentes, sempre pensando que não podem, que não conseguem, que não adianta... Precisamos fazer o bem continuamente e mostrar aos jovens que eles são capazes de construir um mundo diferente’. Tudo isso me lembrou do filme do Chaplin em que ele diz que nós temos o poder de criar máquinas e também o poder de criar a felicidade, nossa e dos outros (Cf. Discurso de Charlie Chaplin - O Grande Ditador, 1940)".

Alizmarí: "Na hora da avalição, a assistente social Maria Helena falou que todos temos problemas, mas que não precisamos esperar uma situação adequada para sermos felizes, podemos começar agora..."

Camila: “Um dos acolhidos disse que espera conseguir um emprego como eletricista, que a felicidade para ele será simplesmente de fazer bem o trabalho dele e que se pode fazer o bem através das pequenas coisas".



O Projeto "Verano Misionero" ("Verão Missionário") das Obras Misionales Pontificias (Pontifícias Obras Missionárias) é a missão permanente "Ad Gentes" da Igreja de Puerto Rico para as Américas. O projeto começou em 1986 por iniciativa do leigo Juaquin Izquierdo, com o apoio e aprovação do Pe. Roberto Grave, missionário Espiritano e então diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias. Naquela época o Sr. Juaquin recebeu o convite para um Congresso Missionário na América Latina depois do qual ele tomou a iniciativa de motivar e preparar um pequeno grupo de jovens para ir em missão a diferentes países da América Latina. Foi essa linda iniciativa que nos dias 21 e 22 de junho de 2016 trouxe Lorraine, Nicole e Alizmarí até nós... hermanos brasileños e italianos en San Pablo.