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CONTA COMIGO 2018: Jovens reunidos no Arsenal para REDESENHAR O MUNDO


Muros e fronteiras que nos dividem existem. Existe também a possibilidade de atravessá-los ou de eliminá-los; mas, para isso, é necessário que alguém acredite e se coloque à disposição.
Os jovens – que, quando ouvem uma música, conseguem cantá-la mesmo que ela seja em inglês – demonstram que é possível viver sem barreiras, mas é preciso querer, é preciso se interessar...



Os 250 jovens – de escolas, faculdades, paróquias e associações – que participaram no sábado passado, dia 19/05, do 9º Encontro Conta Comigo, promovido pelo Arsenal da Esperança, demonstraram concretamente que, se nos colocamos à disposição para construir “pontos de convivência” entre mundos que frequentemente consideramos “diferentes” ou “distantes”, então é possível REDESENHAR O MUNDO.




Na primeira parte do encontro, os jovens se viram diante de uma grande parede,
uma instalação formada por centenas de páginas de livros, em diversas línguas, que representavam diferentes culturas e modos de pensar: nem sempre entendemos o que está escrito, mas é impossível negar que cada uma daquelas páginas continha uma mensagem importante, tão importante quanto a minha ou a da minha cultura.


A beleza e a singularidade daquele “muro” estavam justamente no fato de que não havia duas páginas ou duas mensagens iguais; em vez disso, o conteúdo de todas elas era único: não há uma mensagem que seja melhor ou pior, mais ou menos importante; nenhuma página pode ser jogada fora sem o risco de perder algo valioso, uma ideia nova.
Nenhum ser humano pode ser descartado, pisoteado... Ao contrário, deve ser encontrado, conhecido, ajudado. Isso enriquece a vida de todos!

E isso é o que aconteceu durante o Conta Comigo 2018, dobrando toalhas, varrendo corredores, trocando o forro de colchões e travesseiros...
Trabalhando juntos – o que por si já significa “vencer fronteiras”-, cada um fazendo o bem que estava ao seu alcance, para ajudar as tantas vidas que a cada dia passam pelo Arsenal da Esperança.

Na segunda parte do encontro, os jovens conheceram uma dessas vidas: a de Lavi Kasongo Israël, de Kinshasa (na República Democrática do Congo), que, muito emocionado, compartilhou um pouco de sua história, do que significou para ele “atravessar fronteiras” e de como a sua arte – Lavi formou-se artista plástico em seu país de origem e continua exercendo essa profissão – e o próprio Arsenal – a casa que o acolheu quando ele chegou ao Brasil – o ajudaram a “redesenhar sua história” e (por que não?) a história do mundo onde hoje vive e trabalha.



A arte de Lavi e a “arte” do Arsenal quiseram lançar aos participantes a mensagem de que cada um, com a sua “arte”, onde quer que viva, estude ou trabalhe, pode concretamente contribuir para REDESENHAR O MUNDO, para torná-lo mais humano, mais de Deus.

Fraternidade da Esperança
São Paulo


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